E foi difícil que pudesse enxergar a verdade. Nunca pensou que fosse doer tanto, apenas fingia não se importar. Mas era triste... tão desolador que só tinha vontade de chorar e se esconder do mundo.
Os sentimentos eram armas fatais. Deturpou o amor em ódio e a falsidade tornou-se solidão. Sua total dependência resumia sua vunerabilidade.
Não era tão forte quanto parecia, talvez nem quisesse aparentar. Era só uma questão de princípios. Os princípios que a fizeram ser assim, medíocre e orgulhosa demais para aceitar que vivera seus 17 anos em completa solidão.
Mas ninguém poderia dizer que estava sozinha demais para ser vencida. E as amizades que cultivara? E todas aquelas ocasiões em que os risos se transformavam na mais completa felicidade? Não... a solidão não era aceitável.
Tentou lembrar-se dos motivos que a fizeram "ídola". Era bela? Não antes, talvez agora o fosse. Era simpática? Era admirável? Não... sua própria consciência a respondia.
Tudo o que fora se resumia a uma única palavra: desprezível.
Era o senso comum, era o que todos queriam que fosse. Mas não era a única que se sentia assim. Era só mais uma, naquela multidão de descontentes. Era simples e vazia.
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obs.: mais uma de minha avaliações sobre comportamentos alheios :x
As vezes parece que voce escreve vendo alguém por dentro... é como se soubesse o que as pessoas sentem...
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