segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Mais uma

Virou o copo vorazmente, o álcool desceu queimando garganta abaixo. Nunca se sentira tão vunerável assim.
Sentiu tontura, mas não devido à bebida. Quis correr, correr para bem longe. Fugir. Mas o som incessante das palavras ecoavam em sua mente, e se sentiu enojada.
Podia arrepender-se amargamente pelo resto da noite, mas ainda assim o dia chegaria, com o seu sol irritantemente faíscante. E se olharia no espelho temendo ver apenas uma tristeza indelével.
Lágrimas escorriam lentamente pelo rosto, como a acompanhar os gélidos pensamentos. A cabeça parecia querer se romper de tanta dor e nostalgia. Tentou sorrir ao pagar a bebida, como se estivesse agradecendo pela compreensão daquele líquido seco e amargo.
Levantou-se e saiu. Era só mais uma daquelas mulheres...

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