quinta-feira, 23 de junho de 2011

Conto descontente

Acordei cansado e vazio. Parecia-me que o 2012, enfim, havia se pronunciado sob minha sombra taciturna. Tantos planos, tantos sonhos. E quantos, afinal, havia conquistado?
Só o que me restava era o silêncio aterrador da vida, que criei em torno de ilusões. Quem seria o mártir de meus vis pensamentos? Quem, o carrasco de meus pesadelos?
A parede fria, parecia ter mais vida que meu próprio eu. Quantos segredos ela guardava? Quantas frustrações ela me assistia?
Talvez eu estivesse louco...

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