Ela voltara a sonhar. Era tão tola quanto sempre fora. Era tão inocente e tão fraca...
Qual amor que sentira que não fora tão decepcionante quanto sempre? Quantos amores deveria ter para enfim se dar conta de sua plena solidão?
Ah! Como queria trazer seus pedaços estilhaçados do que um dia chamara de coração, como queria deixar escapar ao vento o pó que se tornara, como cinzas de um defunto qualquer...
Ela voltara a sonhar, mas errara. E seu erro era tão tolo quanto outro qualquer que tivesse cometido. O amor da humanidade é uma mentira, assim diria o poeta. E a verdade tão dolorosa quanto a fantasia...
O que era pior? Viver esperando ou esperar vivendo? A espera sempre fora triste.
Erros e erros, quantos foram? Quantos mais haveriam de ser? Por quanto tempo mais poderia aguentar aquele vazio indisposto dentro de sua alma? Por quanto tempo viveria se encobrindo com uma frágil cúpula em volta de si mesma?
Medos e medos, era só o que sentia. Medo do amor, medo da solidão, medo de si, medo do mundo...
Ela voltara a sonhar, mas talvez nunca tivesse parado.
Pobre garota solitária...
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