quarta-feira, 25 de abril de 2012

Conto vespertino

Ela acordou e pensou: "Por que tantos elas?". Ela levantou sem mais, não sabia o que fazer, não sabia se devia dever o que não devia. Tão confusa e cheia de sentimentos...
Ela era assim, sempre fora. Um tanto ela mesma, outro tanto um pouco perdida.
Seu silêncio era um constante desperdício, sua revolta era tão intensa, mas tão interna quanto, que, a qualquer momento poderia explodir. Não havia razão...nunca houvera.
E se o espelho lhe mostrasse qual caminho seguir? E se o espelho fosse seu único caminho?
Achar um erro em si não era difícil. O difícil era corrigir-se, esforçar-se para nunca errar. Talvez mais possível que pudesse achar, o impossível era tão viável quanto. E assim sua mente permanecia envolta de problemas corriqueiros, tão minimalistas quanto qualquer ruído que pudera ouvir...
Mas ela não ligava para a solidão. A garota era só, e ela escolheu se esquivar de toda a sorte da investida de quem quer que fosse. Ou talvez só fingisse não se importar. E todo aquele medo que escondera era só pra estar tão protegida quanto haveria de estar...

Nenhum comentário:

Postar um comentário